terça-feira, 18 de maio de 2010

Pesquisadores britânicos reconstroem face de cavaleiro medieval

Uma equipe de pesquisadores britânicos conseguiu reconstruir a face de um suposto cavaleiro medieval a partir de um esqueleto encontrado no castelo de Stirling, na Escócia.

Os especialistas estão agora tentando descobrir a identidade do guerreiro, que teria morrido no século 13 ou no século 14.

O esqueleto é um dos dez encontrados no local onde teria funcionado uma capela real no castelo. O esqueleto de uma mulher foi encontrado próximo ao do cavaleiro.

Acredita-se que o cavaleiro teria sido morto durante as guerras de independência da Escócia contra a Inglaterra.

O castelo mudou de mãos várias vezes, e os exames tentarão descobrir se o cavaleiro era escocês, inglês ou até mesmo francês.

Documentário

Shine TV Ltd
Pesquisadores britânicos reconstroem face de cavaleiro medieval encontrado na Escócia
Pesquisadores britânicos reconstroem face de cavaleiro medieval encontrado na Escócia

O trabalho coordenado pela antropóloga forense Sue Black, da Universidade Dundee, é tema de um documentário que será transmitido pela BBC no Reino Unido nesta quinta-feira (20).

Para o arqueólogo Richard Strachan, da agência oficial Historic Scotland, a reconstrução do rosto do cavaleiro dá "uma impressão poderosa" de como o cavaleiro seria.

"Ele era um nobre muito forte e saudável, com o físico de um jogador profissional de rúgbi, que teria treinado desde a infância para lidar com espadas pesadas e outros armamentos, e que teria passado bastante tempo montado sobre um cavalo", disse.

A Historic Scotland, responsável pela administração do castelo de Stirling, anunciou a contratação de novas pesquisas para descobrir mais sobre os dez esqueletos encontrados no local, incluindo o de duas crianças.

Reforma

Os esqueletos datam dos séculos 13 a 15 e foram encontrados durante as obras de reforma do palácio real do castelo, a um custo de 12 milhões de libras (cerca de R$ 31,1 milhões).

"As técnicas avançaram muito desde que os esqueletos foram encontrados, em 1997, e hoje podemos dizer muito mais sobre a origem das pessoas, seus estilos de vida e as causas de suas mortes", afirma a antropóloga biológica Jo Buckberry, da Universidade de Bradford, que participa da equipe que reconstruiu a face do cavaleiro.

"Este grupo é muito pouco comum, por causa de onde e quando as pessoas foram enterradas, sugerindo que eles devem ter sido socialmente importantes e que morreram durante eventos extremos como cercos (ao castelo)", afirma Buckberry.

Os resultados da pesquisa, incluindo a face reconstruída, deverão fazer parte no futuro de uma exposição permanente no castelo de Stirling, a partir do ano que vem.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Folha Online - Ciência - Principal