quinta-feira, 4 de março de 2010

ANS estuda colocar prazo limite para operadoras marcarem consultas

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estuda impor tempo limite para o atendimento prestado pelas empresas de planos de saúde e seguro saúde. A medida surge em um momento em que há muitas reclamações sobre a demora no agendamento de consultas e até cirurgias, de acordo com o tipo de procedimento.

Hoje, ao agendar uma consulta, a espera pode atingir três meses.

O diretor-presidente da ANS, Fausto Pereira dos Santos, afirmou ontem que "a demora nos preocupa, principalmente às relacionadas a consultas básicas e na pediatria. Isso pode fazer com que o usuário do plano, que paga para ter atendimento rápido, vá ao sistema público de saúde".

Segundo ele, um dos motivos da demora é a diminuição da quantidade de médicos e hospitais credenciados pelas operadoras - que tem o objetivo de reduzir custos. Além disso, a baixa remuneração desses profissionais faz com que eles deem preferência a clientes particulares.

"A ANS deve impor um prazo para o atendimento, mas antes precisa averiguar as causas da demora e solucioná-las", diz a advogada do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), Juliana Teixeira. Ela lembra que não é porque o serviço não é emergencial que o atendimento pode ser alongado. "Caso a doença se agrave, o serviço, além de prejudicar a saúde do consumidor, perde o sentido porque vira emergência e o usuário não precisa mais de consulta".

Para Arlindo de Almeida, presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo, a demora hoje chega no máximo a 15 dias, para procedimentos ou especialidades mais complexos. Mesmo assim, o representante das operadoras defende a medida, "desde que seja estabelecido um prazo médio para atendimento, de acordo com o procedimento, e após discussão com as operadoras".

Ele acredita que o aumento de procedimentos médicos obrigatórios impostos às empresas pela ANS faz com que operadoras diminuam a rede credenciada. "São 80 procedimentos a mais. É preciso cortar de algum lugar", explica.

A lista de novos procedimentos, que inclui diagnósticos para detectar câncer, entra em vigor em junho. A ANS acredita que o impacto no reajuste de preço dos planos individuais não irá passar de 1,1%. Nos planos coletivos, a Federação Nacional de Saúde Suplementar espera aumento médio de 25%.

fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2010/03/04/ans+estuda+colocar+prazo+limite+para+operadoras+marcarem+consultas+9417164.html

Planos de saúde lideram o ranking de reclamações

Setor lidera o número de queixas junto ao Idec pelo 10º ano consecutivo
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Fernando Bortolin
Agência BOM DIA

Os planos de saúde fecharam 2009 com o maior número de reclamações de consumidores junto ao Idec, com 22,38% dos 12.606 atendimentos realizados, equivalentes a 2.822 demandas.

Com esse resultado, os planos de saúde completaram o décimo ano na liderança do ranking de maiores reclamações do Idec, seguidos pelas empresas de telecomunicações e bancos.

Entre as maiores incidências medidas pelo Idec nos planos de saúde estão os reajustes abusivos, incluindo-se anuais, por aumento de sinistralidade e por mudança de faixa etária e as negativas de cobertura para exames, cirurgias, próteses e órteses. A Avimed foi a grande vilã do segmento. Sua falência resultou em grandes transtornos.

No setor de teles, os problemas com o Speedy da Telefônica, ponto extra de TV a cabo, portabilidade e regulamentação do SAC predominaram.

Já com os bancos, as queixas se deram com tarifas indevidas, débitos não autorizados e dificuldade para obter documentos para recorrer aos planos Bresser, Verão e Collor.

Levantamento do Banco Central aponta o HSBC como a instituição que abriu 2010 como a de maior número de reclamações junto aos correntistas.

fonte: http://www.redebomdia.com.br/Noticias/Economia/13808/Planos+de+saude+lideram+o+ranking+de+reclamacoes

Pelo décimo ano, planos de saúde lideram reclamações do Idec

Os planos de saúde foram o tema mais questionado no Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) em 2009, pelo décimo ano seguido, com 1.366 reclamações, mais que um quinto do total (22,4%). Em segundo lugar ficaram as telecomunicações, com 19,5%, e, em terceiro ficou o setor financeiro, com 13,1%.

Os assuntos mais questionados no ano passado, segundo o Idec, foram os reajustes abusivos e as respostas negativas para pedidos de exames, cirurgias, próteses, órteses etc. Outra questão que rendeu muitas reclamações em 2009 foi a saúde financeira das operadoras de planos de saúde.

O Idec ressalta que atende às queixas referentes aos planos coletivos (intermediados por empresas, associações e sindicatos), diferente do Procon, que não registra solicitações de pessoa jurídica.

“Vale lembrar que, atualmente, mais de 70% dos planos de saúde são coletivos – dados da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). São cerca de 33 milhões de brasileiros - 14 milhões em São Paulo”, diz Daniela Trettel, advogada do Idec.

fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2010/03/03/planos+de+saude+lideram+reclamacoes+em+2009+diz+idec+9415784.html

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