quinta-feira, 15 de julho de 2010

comente qual plano de saude voce prefere

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Os planos de saude e as coberturas previstas são:

Plano Ambulatorial:

  • Consultas em número ilimitado em consultório e ambulatório;
  • Exames complementares e outros procedimentos realizados em ambulatórios, consultórios e clínicas;
  • Atendimentos e procedimentos de urgência e emergência até as primeiras 12 horas;
  • Os exames que não exijam permanência em hospital por um período superior a 12 horas devem ser cobertos nessa modalidade de convenio medico;
  • Nos procedimentos especiais tem-se cobertura para hemodiálises e diálise peritonial, quimioterapia ambulatorial, radioterapia, hemoterapia ambulatorial.
  • Não cobre internações hospitalares.

Plano Hospitalar sem Obstetrícia:

  • Ccobertura de internações hospitalares com número ilimitado de diárias, inclusive em UTI, além de exames complementares, transfusões, quimioterapia, radioterapia, medicamentos anestésicos, taxa de sala nas cirurgias, materiais utilizados durante o período de internação
  • Urgência e emergência que evoluírem para internação ou que sejam necessários à preservação da vida, órgãos e funções;
  • Exames complementares realizados durante o período de internação hospitalar e procedimentos em hemodinâmica;
  • Os procedimentos especiais incluídos são os de hemodiálises e diálise peritonial, quimioterapia, radioterapia, com radiomoldagem, radioimplante e braquiterapia, hemoterapia, nutrição parenteral ou enteral, procedimentos diagnósticos e terapêuticos em hemodinâmica, embolizações e radiologia intervencionista, fisioterapia;
  • Acompanhamento clínico pós-operatório de pacientes transplantados (rim e córnea);
  • Não cobre consultas e exames fora do período de internação.

Plano Hospitalar com Obstetrícia:

  • Acresce ao plano hospitalar a cobertura de consultas, exames e procedimentos relativos ao pré-natal, à assistência ao parto e ao recém-nascido, natural ou adotivo, durante os primeiros 30 dias de vida contados do nascimento ou adoção.
  • Garante também a inscrição do recém-nascido como dependente, isento do cumprimento de carência, desde que a sua inscrição ocorra no prazo máximo de 30 dias após o nascimento;
  • Nessa modalidade estão incluídos os mesmos exames do Plano Hospitalar, acrescentando-se os relativos ao pré-natal, parto e assistência ao bebê nos primeiros 30 dias de vida;
  • Como procedimentos especiais estarão incluidos os mesmos exames do Plano Hospitalar.

Plano Odontológico:

  • Procedimentos odontológicos realizados em consultório, incluindo endodontia, periodontia, exames radiológicos e cirurgias orais menores realizadas em nível ambulatorial sob anestesia local;
  • É assegurada a cobertura de exames de radiologia realizados em consultório.
  • Atendimentos de urgência e emergência.

Plano Referência:

  • É a modalidade de plano de saude mais completa e compreende assistência médico-hospitalar para todos os procedimentos clínicos, cirúrgicos e os atendimentos de urgência e emergência.
  • Nessa modalidade de plano de saude tem-se a cobertura para realização de todos os exames e procedimentos especiais previstos nos planos ambulatorial e hospitalar.

As operadoras e seguradoras podem oferecer combinações diferentes de planos como, por exemplo, plano ambulatorial + hospitalar com obstetrícia, plano ambulatorial + odontológico ou, ainda, plano hospitalar + odontológico. Cabe a você escolher aquele que lhe é mais adequado e que ofereça mais vantagens.

As empresas de saúde privada podem oferecer planos de saúde com cobertura local, regional, nacional e até internacional. Se você não tem o hábito de viajar para o exterior, não contrate esta última, pois, com ela, o preço pode ser consideravelmente maior, pesando em seu orçamento.

Veja agora as empresas de planos de saude e comente aquela que mais lhe agrada
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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Médicos criticam prática de dietas ‘bizarras’ para emagrecer

Médicos endocrinologias e especialistas em glândulas ouvidos pelo Fantástico criticaram dietas “bizarras” que as pessoas fazem para emagrecer. As mais variadas dietas estranhas, no entanto, não ajudam a emagrecer com saúde, garantem os especialistas.

Veja o site do Fantástico

Entre as dietas mais estranha existe uma até que promete prevenir os sintomas da tensão pré-menstrual (TPM) e evitar que a mulher coma demais. “De todas as dietas que eu fiz a que eu mais gostei foi a da TPM (...) vai ser montado um cardápio de alimentos que vão prevenir os sintomas da TPM e ele funcionam muito bem, eu perdi peso e ganhei felicidade e tranqüilidade”, conta a dona de casa Liz Polania.

A estudante Adriana Sandoval, por sua vez conta que já fez muitas dietas. “Já fiz dieta do chá, dieta da bolacha de água e sal, dieta das frutas, dieta do nada, que não come nada, vive de água, de luz”.

Leonardo Fae diz que já fez uma dieta em que ingeria limão em jejum. Ele diz ter perdido sete quilos com este regime. “Fiz a dieta do limão (...) Tu inicia com um limão em jejum puro e vai até dez, quando dá dez você começa a retornar”. Adriana diz que também fez essa dieta e só conseguiu “uma gastrite crônica” como resultado.

Médicos criticam a prática das dietas bizarras. João Alberto Ferreira Mattos destaca a possibilidade de uma gastrite com a dieta do limão. “Não funciona. E a vida inteira chupando limão? Quando as pessoas acordam de mau humor, aquelas pessoas mal humoradas, o que foi, chupou limão hoje cedo?”, brinca.

Para a médica Zuleika Halpern, a mais absurda é a dieta em que as pessoas dizem se “alimentar de luz”. “Para mim, a mais absurda de todas é aquela que as pessoas se alimentam de luz. Tudo tem um limite na vida”.

Fazer dieta mastigando trinta e duas vezes cada porção de comida também não funciona, segundo os médicos. “Essa é uma das dietas da lista das esdrúxulas. Você calcula e depois da quinta garfada quem está em volta levanta e vai embora”, diz Mattos.

No cardápio das dietas bizarras existem ainda as que determinam que só se pode comer papinha de neném ou as que fazer um cardápio de acordo com o tipo sanguíneo. Existe até dieta espiritual que promete emagrecer com receitas do "além".

Para o médico Pedrinolla, é possível brincar até de criar uma “receita mágica” para os chocólatras. “A gente pode inventar aqui rapidamente a dieta do bombom(...) A pessoa vai emagrecer se ela comer só cinco bombons por dia e água, por exemplo”.

Os médicos destacam que para emagrecer não há outro jeito além de escolher alimentos de modo saudável e fazer atividades físicas. Pedrinolla destaca que nem é preciso fazer atividades físicas em grande quantidade, mas sim com frequência. “Sobre atividade física, a má notícia é que tem que fazer, a boa é que não precisa fazer tanto, mas tem que ter regularidade”. Ele destaca que o emagrecimento acontece quando a quantidade de calorias gastas é superior às ingeridas.

A médica Zuleika destaca a atenção à quantidade que se deve comer de cada alimento. “Não dá para comer tudo o que gosta todo dia, a quantidade que quer, a hora que quer, então tem que ter uma certa disciplina até pra comer”. Ela ressalta que se o regime não for equilibrado a pessoa pode voltar a comer até mais do que antes quando abandonar a dieta.

Vazamento no Golfo do México é \'pior desastre dos EUA\'

O vazamento de petróleo no Golfo do México é o pior desastre ambiental da história dos Estados Unidos, segundo a principal assessora para Energia da Casa Branca, Carol Browner.

Browner disse também que os americanos estão preparados para "a pior situação", ou seja, que o óleo continue a vazar até agosto.

A empresa petrolífera BP, responsável pela plataforma Deepwater Horizon que explodiu em 20 de abril, matando 11 pessoas e iniciando o desastre, afirmou que vai utilizar uma nova estratégia para tentar conter o vazamento.

O representante da BP Doug Suttles destacou, no entanto, que não há garantias de que o esquema vai funcionar e, mesmo que funcione, será capaz de controlar a maioria do vazamento, não interrompê-lo totalmente.

Pelo menos 75 milhões de litros de óleo já vazaram no Golfo do México, atingindo mais de 110 quilômetros do litoral do estado americano da Louisiana.

"Mais petróleo está vazando no Golfo do México agora do que em qualquer outra época da nossa história. Isso significa que é mais óleo do que o Exxon Valdez (navio que vazou na costa do Alasca em 1989)", afirmou Browner, em entrevista à rede de TV americana NBC.

Solução definitiva

Ela disse ainda esperar que o plano mais recente da BP funcione, mas admitiu que ele seria apenas uma medida temporária e que a única solução definitiva pode vir a ser a perfuração de um poço secundário, que já está em andamento, mas ainda levará pelo menos dois meses até ser completada.

Browner disse que a BP foi orientada a não perfurar um outro poço de apoio, caso o que está sendo feito não funcione.

A nova solução apresentada pela BP deve ser posta em prática nos próximos quatro dias. Ela prevê a utilização de submarinos-robô para entrar na tubulação danificada e cortá-la de forma que um novo tubo possa ser encaixado.

No entanto, a BP salientou que isso nunca foi feito a uma profundidade de mais de 1,5 quilômetros e que "a aplicação bem-sucedida do sistema de contenção não pode ser garantida".

O sistema proposto pela petroleira é parecido com a solução de um cone gigante, abandonada há semanas após tentativas fracassadas.

Em outra entrevista na televisão, o diretor-administrativo da BP, Robert Dudley, afirmou que a empresa está aprendendo com as suas tentativas fracassadas e continuará a tentar resolver o problema.

'Hora de passar à próxima opção'

Ele disse que até o fim da semana, a empresa vai saber se o novo plano deu certo. Pouco antes, Suttles admitira que a operação anterior, de "entupir" o poço com lama e sucata não deu resultados.

"Não fomos capazes de superar o fluxo do poço, então agora acreditamos ser a hora de passar à próxima das nossas opções", disse.

Ele acrescentou não "saber ao certo" porque a ideia anterior falhou.

A companhia disse já ter aplicado mais de US$ 940 milhões (cerca de R$ 1,7 bilhão) até agora com suas tentativas de conter o vazamento.

Na sexta-feira, o presidente americano visitou a região pela segunda vez desde o início do vazamento, e disse que o governo fará "o que for necessário" para ajudar as pessoas afetadas pelo vazamento.

"É enfurecedor e triste, e nós não vamos descansar enquanto este vazamento for contido, enquanto as águas e costa estiverem limpas, e enquanto as pessoas injustamente punidas por este desastre causado pelo homem forem reparadas", afirmou Obama.

Ele prometeu ainda triplicar o número de pessoas que trabalham nas operações de limpeza do vazamento no Golfo do México, atualmente em mais de 20 mil civis e 1,4 mil membros da Guarda Nacional.

Obama disse que assumirá a responsabilidade por "resolver a crise", mas afirmou que a BP pagará os custos do "enorme dano".

domingo, 30 de maio de 2010

Comparar salário com amigos pode trazer infelicidade, diz pesquisa

Comparar o próprio salário com os de amigos e familiares pode levar à infelicidade, segundo afirma um estudo realizado na França.

Pesquisadores da Escola de Economia de Paris analisaram dados de um levantamento europeu para descobrir que três quartos dos entrevistados disseram considerar importante comparar seus rendimentos com os dos outros.

Mas aqueles que comparavam os salários se diziam menos contentes, principalmente os que olhavam os salários de amigos e familiares ao invés dos de seus colegas.

O estudo, publicado na revista acadêmica "Economic Journal", diz que os mais pobres são os mais afetados.

Satisfação
Os pesquisadores usaram dados de uma pesquisa que entrevistou 19 mil pessoas em 24 países da Europa.

As repostas mostraram que quanto mais importância as pessoas davam a comparações de salários, mais baixo elas se consideravam em relação a níveis de satisfação com a vida e de padrão de vida, além de se sentirem mais deprimidas.

A pesquisa não identificou diferenças entre homens e mulheres em relação a quanto eles comparam seus rendimentos com os de outras pessoas.

A limitação das comparações de salários com os colegas de trabalho parece ser menos nociva. Segundo o estudo, a comparação com amigos pode gerar até duas vezes mais infelicidade que a comparação com colegas.

Segundo os pesquisadores, a comparação do salário com os de colegas de trabalho pode ajudar a impulsionar os sentimentos sobre as perspectivas de renda futura.

"Olhar constantemente para os outros parece tornar o mundo um lugar menos feliz e mais desigual", concluíram os autores do estudo.

Pobres
A pesquisa descobriu ainda que as pessoas de países mais pobres comparam mais seus salários do que as pessoas nos países mais ricos e, dentro dos países, as pessoas mais pobres comparam mais os salários do que as pessoas mais ricas.

"Eu achava que as pessoas ricas comparassem mais, porque quando você está no fundo da escala o que realmente importa é conseguir o mínimo necessário, mas não foi isso o que vimos", disse o coordenador da pesquisa, Andrew Clark.

Para o professor Cary Cooper, especialista em psicologia organizacional e saúde na Universidade de Lancaster, o tipo de pessoa que se compara constantemente com outros pode sofrer de insegurança.

"A comparação com colegas de trabalho é justa, mas com amigos de escola que tiveram as mesmas oportunidades, você pode pensar: 'Eles se deram muito melhor, então eu devo ser menos competente'", diz Cooper.

"Eu aconselharia as pessoas a não se compararem e a serem felizes com o que elas são e com a situação em que elas estão - e lembrar que aquelas pessoas com quem você está se comparando podem não estar mais satisfeitas", afirma.

Moradores pedem mais ação de BP e Obama contra vazamento nos EUA

Moradores e autoridades do Golfo do México, nos Estados Unidos, pediram à British Petroleum e ao governo federal neste domingo a fazer mais para salvar a costa da poluição depois que a gigante de energia falhou em uma tentativa de conter o pior vazamento de óleo da história norte-americana.

O fracasso do chamado "top kill", técnica para selar o poço defeituoso, desencadeou uma maré de raiva e frustração que se mostra um grande desafio para o presidente Barack Obama, que agora chama o vazamento de uma calamidade causada pelo homem. Obama enfrenta críticas de que seu governo reagiu com muita lentidão.

"Estou arrasado... estamos morrendo uma morte lenta. Toda vez que o óleo invade um pedaço, uma parte da Louisiana desaparece para sempre", disse Billy Nungesser, presidente da paróquia de Plaquemines, uma das áreas mais afetadas da costa após 40 dias de vazamento.

beachEquipe limpa praia contaminada em Grand Isle, no estado americano de Luisiana, neste domingo (30). (Foto: AP)

Após desistir de uma tentativa de bombear fluidos pesados e materiais selantes no poço defeituoso no sábado, engenheiros da BP agora buscam outra alternativa para tentar conter a poluição.

Mas a empresa alertou que o novo procedimento, que buscará encaixar uma tampa de contenção sobre o poço, pode levar de quatro a sete dias e mesmo assim seu sucesso não é garantido.

Uma solução mais confiável, um poço de alívio já sendo perfurado, só será finalizada no início de agosto.

Isso significa que o óleo continua a vazar diariamente nas águas do golfo, alimentando uma enorme mancha fragmentada que já poluiu manguezais ricos em vida selvagem e pesca na Louisiana.

"Este provavelmente é o maior desastre ambiental que enfrentamos em nosso país", disse Carol Browner, principal conselheira de energia da Casa Branca, no programa "Meet the Press" da NBC.

Falando ao programa "Face the Nation" da CBS, Browner disse que o vazamento pode continuar até agosto e que o governo está se "preparando para o pior".

Enfrentando grande pressão do governo e do público, o diretor-gerente da BP, Robert Dudley, disse à CNN: "Iremos redobrar nossos esforços para garantir que o óleo seja mantido longe das praias".

No sábado, Obama classificou o vazamento contínuo de "um ataque às pessoas da região do Golfo do México, ao seu modo de vida e à riqueza natural que pertence a todos nós".

Engenheiros da BP avisaram para risco em plataforma

Engenheiros da BP avisaram para risco em plataforma

Apesar de petroleira britânica ter sérias preocupações sobre instalação, não respeitou sua própria política de segurança, diz NYT

AFP | 30/05/2010 11:07

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Foto: Reuters

Satélite registra mancha de petróleo causada pelo vazamento

Apesar de a petroleira britânica BP ter sérias preocupações quanto à plataforma que explodiu e afundou, causando um vazamento de petróleo no Golfo do México, não respeitou sua própria política de segurança, afirmou neste domingo o jornal The New York Times, citando documentos internos da companhia.

Os documentos também mostram que a BP estava preocupada com a segurança de sua plataforma muito antes do que assinalou ao Congresso na audiência da semana passada.

Em 22 de junho de 2009, os engenheiros expressaram sua preocupação de que o revestimento de metal que a BP queria usar no poço pudesse sofrer um colapso sob altas pressões, afirma o New York Times. "Seria o pior dos cenários possíveis", afirmou Mark Hafle, engenheiro de perfurações da BP, em um relatório interno citado pelo jornal. "Já vi esse tipo de coisa acontecer, ou seja, pode acontecer", alertou.

No entanto, a companhia seguiu adiante depois de obter uma permissão especial, que violava suas próprias políticas de segurança e padrões de projeção, acrescenta o documento. Os informes internos não explicam, no entanto, por que a companhia permitiu essa exceção.

Na véspera, a BP admitiu que a arriscada operação para conter um vazamento de petróleo fracassou, acrescentando que se buscará uma nova estratégia. "Depois de três dias inteiros tentando selar o vazamento, fomos incapazes de conter o fluxo" de petróleo, disse o chefe de operações da BP, Doug Suttles, em uma entrevista coletiva à imprensa.

"Tomamos a decisão de passar para uma nova opção" nos esforços para obter êxito na operação, acrescentou. Questionado sobre o que falhou na última operação, batizada 'Top kill', Suttles disse que não sabe. "Não temos claro", explicou. "Não fomos capazes de conter permanentemente o fluxo", acrescentou.

A guarda costeira americana disse estar decepcionada com o anúncio. "Obviamente estamos muito decepcionados com o anúncio, e sei que todos vocês estão muito ansiosos para ver esse poço tapado", disse a oficial da Guarda Costeira, Mary Landry.

Agora os esforços ficarão concentrados em cortar canos danificados que estão no fundo do oceano, para que depois seja instalado um receptáculo ou contêiner para acumular o petróleo despejado, para depois bombeá-lo para a superfície.

A BP e a Guarda Costeira estimaram que levará entre quatro e sete dias para que o artefato - batizado "Lower Marine Riser Package" (LMRP) - possa ser instalado. A operação frustrada, altamente delicada e sem precedentes na profundidade de 1,5 mil metros, consistia em jogar no vazamento uma mistura de água e de materiais sólidos.

A BP, que explorava uma plataforma que afundou no dia 22 de abril e causou a catástrofe, também injetou destroços para facilitar o trabalho de contenção. O petróleo se espalhou pelo golfo a um ritmo de 2 a 3 milhões de litros por dia depois do naufrágio da plataforma Deepwater Horizon, segundo especialistas a serviço do governo americano.

Na sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu "continuar fazendo tudo o que for necessário para que os americanos e seus meios de vida fiquem a salvo do vazamento".

Obama disse ainda que ordenou à secretária de Segurança Interna, Janet Napolitano, e ao coordenador das operações no Golfo, almirante Thad Alle, que "tripliquem os efetivos onde a mancha de óleo alcançou o litoral" ou onde pudesse chegar até este sábado.

    Túmulo com mais de 3.000 anos é descoberto próximo à capital do Egito

    Arqueólogos egípcios descobriram próximo ao Cairo um grande túmulo com mais de 3.000 anos e pertencente a uma alta autoridade da era faraônica.

    O túmulo de Betah Mes, que foi chefe militar, escriba real, chefe do tesouro e administrador dos celeiros reais, pertence à 19ª dinastia, que reinou no Egito entre 1.320 e 1.200 antes de Cristo, especialmente com o lendário Ramsés II.

    O túmulo, de 70 metros de extensão, foi descoberto no sítio da necrópole de Saqqara, sul do Cairo. Ele estava escondido sob as areias do deserto desde 1885, quando saqueadores furtaram alguns de seus murais.

    egito túmuloHieróglifos do túmulo são vistos em foto não datada divulgada pelo Conselho Supremo de Antiguidades do Egito. (Foto: AP)

    Os arqueólogos descobriram baixos-relevos que representam oferendas às divindidades e o falecido e sua família orando ao deus Amon.

    A busca prossegue na câmara principal do túmulo, onde os arqueólogos esperam esperar a achar a múmia de Mes e talvez de sua mulher.

    BP pede alguns dias para saber se estratégia antivazamento funcionou

    O diretor-gerente da BP, Robert Dudley, disse neste domingo (30) que só no fim da semana vai ser possível saber se a nova tentativa de deter o vazamento de petróleo no Golfo do México funcionou.

    Ele deu a informação durante o programa de entrevistas "Meet the press". Ele também descartou a possibilidade que o principal executivo da empresa, Tony Hayward, vá renunciar depois que a crise tenha sido contornada.

    No mesmo programa, Carol Browner, conselheira de alto nível da Casa Branca para o setor de energia, reafirmou que o vazamento é o principal desastre ambiental da história dos Estados Unidos.

    oleoImagem divulgada pela BP mostra a situação do vazamento durante a madrugada deste domingo (30). (Foto: AP)

    A arriscada operação anterior de injetar fluidos pesados no poço de petróleo para estancar o vazamento no Golfo do México fracassou, informou a BP na véspera.

    "Depois de três dias completos tentando fechar o vazamento, não fomos capazes de conter o fluxo [de petróleo]", disse e o diretor de operações da BP, Doug Suttle. Já faz 40 dias que o óleo escapa do poço submarino.

    A empresa anunciou um novo método para deter o vazamento: em vez de tentar tampar o poço, irá capturar o petróleo que sai do reservatório.

    Neste sábado, a BP também começou a jogar uma mistura de bolas de golfe velhas, pedaços de pneus e cordas no poço de petróleo rompido, tentanto entupi-lo.

    Aumento de contingente
    Na sexta-feira (29), o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu triplicar o número de pessoas que trabalham nas operações de contenção do vazamento no Golfo do México, atualmente em mais de 20 mil civis e 1,4 mil membros da Guarda Nacional.

    Ele visitou a costa da Louisiana, local mais atingido pelo vazamento, pela segunda vez desde o início do problema, e comparou a situação a um ataque ao país.

    Moradores se queixaram com estridência da demora das autoridades federais em agir e da pouca assistência oferecida. A Casa Branca nega veementemente as duas acusações, assegurando ter montado a maior operação de resposta da história.

    "Vocês não serão abandonados. Vocês não serão deixados para trás. Estamos ao seu lado, e vamos ver isso passar", disse Obama em declarações transmitidas pela TV, após se reunir com autoridades locais e estaduais e inspecionar os danos causados pelo petróleo no litoral.

    Técnicos calculam que o vazamento vem liberando entre 12 mil e 19 mil barris de petróleo diariamente no Golfo do México. A BP diz que o custo das operações para conter o problema se aproxima rapidamente de US$ 1 bilhão.

    Antílopes machos assustam parceiras para obter sexo

    Antílopes machos assustam parceiras para obter sexo

    Eles fingem que há predadores por perto para evitar que as fêmeas saiam do território

    The New York Times | 30/05/2010 09:00

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    Foto: The New York Times

    Os antílopes machos fingem que há um predador por perto para impedir as fêmeas de sair do seu território

    Esta é uma história sobre trapaça e sexo nas planícies selvagens do Quênia.

    Trapaça de antílopes, para ser preciso, tendo o sexo como finalidade.

    Durante o período de acasalamento, antílopes da espécie topi tentam evitar que as fêmeas deixem seu território ao fingir que existe um predador por perto, segundo um estudo que aparecerá na edição de julho do “The American Naturalist”.

    Quando uma fêmea parece estar indo embora, o macho corre à sua frente, congela no lugar, olha fixamente na direção onde ela estava indo e emite um alto urro. Geralmente, esse urro significa que um leão ou guepardo foi avistado – mas neste caso, o macho está fingindo.

    “Ele não olha para a fêmea. Ele assume uma postura rígida, exatamente como se houvesse um predador ali”, disse Jakob Bro-Jorgensen, colega pesquisador da Universidade de Liverpool, que comandou o estudo. Bro-Jorgensen, que estudou o comportamento de centenas de antílopes topi na Reserva Nacional Masai Mara, explicou que os machos agiam dessa forma com o tempo.

    Embora cientistas tenham observado machos enganando outros machos para ganhar acesso às fêmeas, esta foi a primeira descoberta de um macho ludibriando seu próprio parceiro sexual, disse Bro-Jorgensen.

    Ouvindo o urro, a antílope-fêmea geralmente recua para o território do macho, onde ele tentará acasalar-se com ela no mesmo instante. As fêmeas acasalam com muitos machos durante cada estação, e pode parecer que elas até entendem a trapaça após algum tempo. Mas ser enganado não parece ser uma grande desvantagem, já que ignorar uma possível advertência verdadeira seria fatal.

    “Correr esse risco é perigoso demais”, disse Bro-Jorgensen. Questionado se esse tipo de comportamento pode ocorrer com seres humanos, Bro-Jorgensen afirmou não saber, mas disse: “Somos mestres na indução, então é claro que se pode especular”.

    (Por Sindya N. Bhanoo)

      Educação pode influenciar preferências musicais

      Educação pode influenciar preferências musicais

      Estudo mostrou que o gosto por determinadas combinações de notas está ligado ao tempo em que uma pessoa aprendeu um instrumento

      The New York Times | 30/05/2010 09:00

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      Acadêmicos nunca chegaram a um acordo sobre por que certas combinações de notas soam agradáveis, enquanto outras arranham os nossos ouvidos.

      Agora, um novo estudo mostra que a consonância de um intervalo musical – o quão agradável ele soa – pode variar, de acordo com o nível de estudo musical do ouvinte.

      No estudo, pesquisadores analisaram as preferências musicais de mais de 250 estudantes universitários da Universidade de Minnesota.

      Havia uma forte preferência por notas harmonicamente relacionadas, aquelas que correspondem a múltiplos da mesma frequência. A ocorrência de tais frequências é comum em músicas ocidentais, populares e clássicas.

      Para surpresa dos pesquisadores, a preferência por essas frequências também está correlacionada ao período de tempo em que uma pessoa tocou um instrumento musical, levando à ideia de que o fato de uma música soar agradável pode ser um fenômeno aprendido.

      “Minha suspeita é que a coisa toda possa ser aprendida, mas não podemos realmente concluir isso a partir dos dados”, disse Josh McDermott, principal autor do estudo e pesquisador da Universidade de Nova York.

      Uma forma de compreender melhor o efeito do estudo musical é conduzir o mesmo estudo em outras partes do mundo, especialmente onde as tradições musicais são distintas – como na Europa Oriental, disse McDermott.

      “Também seria interessante pegar algumas dessas percepções e aplicá-las a estudos de desenvolvimento em bebês”, acrescentou ele.

      O estudo está publicado na edição de 20 de maio do “Current Biology” e foi conduzido enquanto McDermott era pesquisador de pós-doutorado da Universidade de Minnesota.

      (Por Sindya N. Bhanoo)

        Tentativa de conter vazamento de petróleo falhou, diz BP

        A petroleira britânica British Petroleum (BP) admitiu que sua última tentativa de conter o vazamento de petróleo em um poço no Golfo do México falhou.

        O vazamento, iniciado após uma explosão no dia 20 de abril, que deixou 11 funcionários mortos, vem despejando milhares de barris de petróleo no mar diariamente, e já é considerado o pior desastre ambiental da história dos Estados Unidos.

        A companhia vinha desde a última quarta-feira lançando uma grande quantidade de um fluido de alta densidade, semelhante à lama, no local do vazamento, numa estratégia batizada de "top kill".

        Na sexta-feira, a BP começou a lançar também uma mistura de bolas de golfe velhas, pedaços de pneus e cordas para supostamente acelerar o processo de fechamento do vazamento, mas nada disso funcionou como o desejado.

        Segundo o chefe de operações da empresa, Doug Suttles, a BP vai agora adotar uma nova estratégia para tentar resolver o problema. O vazamento está localizado a 1.500 metros de profundidade.

        O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que o vazamento contínuo é "tão enfurecedor quanto doloroso".

        O petróleo que vem vazando do poço da BP já se espalhou por mais de cem quilômetros da costa da Louisianna, ameaçando áreas de proteção ambiental de várzea e colocando em risco a importante indústria pesqueira da região.

        Gastos

        Segundo Suttles, a BP determinou que o método de "top kill" havia falhado após examinar seus resultados por três dias.

        "Não fomos capazes de interromper o fluxo", disse ele. "Isso deixa todos temerosos, com o fato de que não conseguimos fazer esse poço parar de jorrar, com o fato de que não tivemos sucesso até agora", afirmou.

        A companhia disse já ter gasto mais de US$ 940 milhões (cerca de R$ 1,7 bilhão) até agora com suas tentativas de conter o vazamento.

        O plano inicial de instalar uma cúpula de 125 toneladas sobre o vazamento também falhou depois que cristais de gelo impediram sua colocação.

        A colocação de um tubo com 1.600 metros de comprimento, com o objetivo de capturar o petróleo que vaza do poço, também não teve o resultado esperado.

        Robô

        A próxima opção após o fracasso da estratégia "top kill" é a utilização de um robô subaquático para alcançar o vazamento, serrar o duto danificado e colocar uma tampa sobre ele.

        O equipamento já está na região, e o processo deve durar quatro dias.

        A BP diz que não pode garantir que o novo método, que nunca foi utilizado em profundidades tão grandes, tenha sucesso.

        Pelo menos 12 mil barris de petróleo estão vazando a cada dia do poço.

        Frustração

        Segundo o correspondente da BBC Andy Gallacher, a notícia aumenta a frustração da população da Louisianna, que está cada vez mais impaciente e brava.

        Alguns pescadores do Estado instalaram cartazes de protesto, dizendo: "BP, vocês arruinaram nosso futuro e nosso patrimônio".

        Na sexta-feira, o presidente americano visitou a região pela segunda vez desde o início do vazamento, e disse que o governo fará "o que for necessário" para ajudar as pessoas afetadas pelo vazamento.

        Ele prometeu ainda triplicar o número de pessoas que trabalham nas operações de limpeza do vazamento no Golfo do México, atualmente em mais de 20 mil civis e 1,4 mil membros da Guarda Nacional.

        Obama disse que assumirá a responsabilidade por "resolver a crise", mas afirmou que a BP pagará os custos do "enorme dano".

        Fracassa tentativa de conter de vazamento nos EUA

        Fracassa tentativa de conter de vazamento nos EUA

        British Petroleum anunciou que vai tomar uma nova medida para conter vazamento de petróleo - a de cobrir o poço com uma cúpula

        iG São Paulo | 29/05/2010 19:46

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        O pior vazamento de petróleo da história dos Estados Unidos chegou ao seu 40º dia neste sábado. E as notícias não são boas. A companhia British Petroleum (BP), responsável pelo vazamento de petróleo no Golfo do México, anunciou que a operação para fechar o poço por meio da injeção de fluidos pesados, como lama, não obteve sucesso, e que passará a tentar um novo método.

        Foto: Reuters

        Satélite registra mancha de petróleo causada pelo vazamento

        Em entrevista coletiva, o diretor de operações da BP, Doug Suttles, disse que a decisão da adoção de uma nova medida - a de cobrir o poço com uma cúpula - foi tomada após consultas com as autoridades federais.

        A operação para tentar conter o vazamento começou na quarta-feira e se consistia em colocar materiais sólidos, como tiras de borracha e bolas de golfe, para tentar "entupir" o poço. A lama jogada desde quarta-feira não conteve o vazamento, mas em alguns momentos reduziu o fluxo.

        "Eu não acho que o volume de petróleo que está saindo tenha mudado", disse ele em entrevista à imprensa. "Só de observar, não acreditamos que tenha mudado".

        O presidente Barack Obama e o diretor-executivo da BP, Tony Hatward, visitaram seperadamante a região costeira do Golfo na sexta-feira, tentando lidar com uma crise que afeta a credibilidade tanto do governo norte-americano quanto da BP.

        Obama enfrenta críticas às quais responde vagarosamente em relação à catástrofe ambiental no Golfo do México e garantiu aos moradores da região durante sua visita de cinco horas que eles "não vão ser deixados para trás".

        Hayward visitou o local da explosão em 20 de abril que matou 11 trabalhadores e provocou o vazamento de petróleo, e disse que a gigante de energia precisa de até mais dois dias para determinar se a operação vai conter o fluxo de uma vez por todas.

        * com informações da EFE e da Reuters

          Obama: \"O vazamento de petróleo é tão enfurecedor quanto doloroso\"

          Obama: "O vazamento de petróleo é tão enfurecedor quanto doloroso"

          O presidente americano adverte que o método que vai ser usado agora "não tem riscos, mas ainda nunca foi tentada"

          EFE | 30/05/2010 01:08

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          O vazamento de petróleo no Golfo do México, que a British Petroleum (BP) admitiu hoje que não conseguiu deter com uma injeção de lodo pesado, é "tão enfurecedor quanto doloroso", afirmou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

          Em comunicado depois que a companhia petrolífera admitiu seu fracasso e declarou que começará agora um método diferente para tentar deter o vazamento, Obama disse que "está claro que não funcionou" a injeção de lodo e as autoridades federais ordenaram à companhia o fim dessa operação.

          O presidente americano adverte que o método que vai ser usado agora "não tem riscos, mas ainda nunca foi tentada". Esse método, que demorará quatro dias para ser posto em funcionamento, consiste em serrar com submarinos-robô os encanamentos.

          O procedimento, destacou Obama, será "difícil e demorará vários dias" para poder ser aplicado, sem que também não tenha garantias de sucesso.

          No entanto, assegurou, as autoridades federais "não retrocederão" até ter conseguido a completa limpeza da maré negra e o fim do vazamento. Qualquer solução à qual se chegue por enquanto seria temporária.

          A solução definitiva só vai vir daqui a dois meses mais, os necessários para concluir a perfuração, já em andamento, de um novo poço para substituir o estragado. Enquanto isso, os especialistas do Governo calculam que já vazaram no golfo no mínimo 68 milhões de litros de petróleo.

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            El Salvador declara alerta vermelho por causa de \"Agatha\"

            El Salvador declara alerta vermelho por causa de "Agatha"

            Tempestade tropical "Agatha" causou pelo menos três mortes e obrigou a evacuação de 5.000 pessoas

            EFE | 30/05/2010 05:52

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            O presidente de El Salvador, Mauricio Funes, decretou hoje alerta vermelho em todo o país por causa da tempestade tropical "Agatha", que causou pelo menos três mortes e obrigou a evacuação de 5.000 pessoas.

            Funes disse também que a decisão foi tomada após analisar a situação que se registra no país, onde as chuvas desta semana foram maiores por causa da tempestade tropical "Agatha".

            O presidente salvadorenho esclareceu que o alerta foi declarado não porque exista "uma quantidade significativa de mortos", mas para pôr "toda a máquina do Estado a serviço da atenção da emergência imediata para poder salvar vidas e evitar mais tragédias".

            Funes informou que já se pode lamentar a morte de três pessoas, dois adultos e uma menina de 10 anos que foi atingida por um raio na localidade de Sensuntepeque.

            Com a declaração de "alerta vermelho", se ordena a todo o Estado, instituições públicas e privadas, "colocar à disposição os recursos que forem necessários em apoio à atenção da emergência, deixar os servidores públicos em uma situação de disposição e se suspender as aulas em todo o país".

            Segundo o ministro de obras públicas, Gersón Martínez, foram registrados 139 deslizamentos de terra em todo o país, especialmente no departamento litorâneo da Libertad (centro).

            O Serviço Nacional de Estudos Territoriais de El Salvador assinalou que a tempestade tropical "Agatha" caiu para a classificação de depressão tropical após entrar em território guatemalteco e está a 300 quilômetros a oeste de San Salvador, com ventos máximos sustentados de 55 km/h e rajadas mais fortes.

            Ele previu que se manterá a condição de temporal em todo o país "com chuvas contínuas e intermitentes de forte a muito forte intensidade, principalmente na faixa litorânea, cadeia vulcânica, zona ocidental e central do país".

              Apesar de medidas, BP afirma que vazamento de petróleo continua

              A arriscada operação de injetar fluidos pesados no poço de petróleo para estancar o vazamento no Golfo do México fracassou, informou neste sábado (29) a companhia British Petroleum (BP), responsável pelo desastre ambiental no Golfo do México.

              "Depois de três dias completos tentando fechar o vazamento, não fomos capazes de conter o fluxo [de petróleo]", disse em entrevista coletiva o diretor de operações da BP, Doug Suttle. Já faz 40 dias que o óleo escapa do poço submarino.

              Vazamento de óleoVídeo divulgado pela BP neste sábado (29) mostra lama escapando da tubulação rompida no fundo do Golfo do México. Tentativa de entupir os dutos com fluidos pesados não funcionou. (Foto: BP via AP)

              Segundo ele, a empresa já começou a preparar uma medida alternativa: instalar uma válvula de contenção para selar o duto estragado. O novo método, em vez de tentar tampar o vazamento, irá capturar o petróleo que sai do reservatório.

              Especialistas e observadores também foram céticos em relação à operação de injeção de fluidos, batizada de "top kill". Eric Smith, diretor associado do Tulane Energy Institute, disse que a tentativa está fadada ao fracasso. "Eles nos avisaram para não tirar muitas conclusões sobre o fluído, mas não parece que ele esteja funcionando", disse.

              Neste sábado, a BP também começou a jogar uma mistura de bolas de golfe velhas, pedaços de pneus e cordas no poço de petróleo rompido, tentanto entupi-lo.

              Aumento de contingente
              Na sexta-feira (29), o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu triplicar o número de pessoas que trabalham nas operações de contenção do vazamento no Golfo do México, atualmente em mais de 20 mil civis e 1,4 mil membros da Guarda Nacional.

              Ele visitou a costa da Louisiana, local mais atingido pelo vazamento, pela segunda vez desde o início do problema, e comparou a situação a um ataque ao país.

              Moradores se queixaram com estridência da demora das autoridades federais em agir e da pouca assistência oferecida. A Casa Branca nega veementemente as duas acusações, assegurando ter montado a maior operação de resposta da história.

              "Vocês não serão abandonados. Vocês não serão deixados para trás. Estamos ao seu lado, e vamos ver isso passar", disse Obama em declarações transmitidas pela TV, após se reunir com autoridades locais e estaduais e inspecionar os danos causados pelo petróleo no litoral.

              Técnicos calculam que o vazamento vem liberando entre 12 mil e 19 mil barris de petróleo diariamente no Golfo do México. A BP diz que o custo das operações para conter o problema se aproxima rapidamente de US$ 1 bilhão.

              sábado, 29 de maio de 2010

              Rãs se comunicam por vibrações, dizem cientistas

              Rãs se comunicam por vibrações, dizem cientistas

              O ato é um sinal de agressividade quando machos sentem seu território sendo invadido

              The New York Times | 29/05/2010 09:00

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              Muitos cientistas estudam como os animais se comunicam entre si usando sinais acústicos e visuais, além da interação física. Mas o efeito das vibrações geralmente é subestimado.

              Agora, pesquisadores descobriram que as rãs de olhos vermelhos se comunicam entre si através de vibrações, causadas pela agitação de galhos de plantas.

              Foto: The New York Times

              A comunicação por vibração das rãs é considerada um ato agressivo que acontece na época do acasalamento

              Quando uma rã-macho sente que outro macho pode estar transgredindo seu território, ela começa a se mover de maneira agressiva, contraindo e estendendo seus pequenos membros a cerca de 12 vezes por segundo, o que envia vibrações pela planta até a outra rã. Geralmente, o outro macho envia o mesmo sinal como resposta.

              “Eles estão essencialmente fazendo flexões com suas pernas traseiras, mas flexões realmente rápidas”, disse Michael Caldwell, cientista de pós-doutorado no Instituto Smithsonian de Pesquisa Tropical e principal autor do estudo.

              O ato é um sinal de agressividade masculina, testemunhado durante a estação de acasalamento das rãs. Os machos podem também enviar sinais acústicos uns aos outros, ou se envolverem em lutas físicas até que a rã mais fraca deixe o local, segundo Caldwell.

              Após observar a agitação, ou tremulação, ele testou sua hipótese nas rãs simulando disputas territoriais, com o uso de uma rã robótica e um sacudidor mecânico.

              Outros estudos mostraram que insetos enviam sinais através de plantas e árvores, mas esta foi a primeira demonstração de sinalizações com vibração em plantas em vertebrados. Ocorrências de macacos balançando galhos para outros, por exemplo, sempre foram interpretadas como uma forma visual de comunicação, explicou Caldwell.

              O estudo é um resultado de sua pesquisa doutoral na Universidade de Boston e foi publicado na edição de 20 de maio da “Current Biology”.

              (Por Sindya N. Bhanoo)

                Corrente secundária deixa petróleo longe da Flórida

                Corrente secundária deixa petróleo longe da Flórida

                Mas não há previsão de quanto tempo esse cenário favorável vai se manter

                EFE | 28/05/2010 18:20

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                Foto: © AP

                Imagem de satélite da Nasa, do dia 24, mostra o sol brilhando na mancha de petróleo do vazamento no Golfo do México

                A corrente marinha circular, vizinha à corrente principal do Golfo do México, mantém afastada a mancha de petróleo criada pelo vazamento no Golfo do México longe do litoral da Flórida.

                O Departamento de Proteção ao Meio Ambiente da Flórida (DEP) informou hoje que as "correntes no Golfo formaram uma corrente circular", em forma de redemoinho, que apanhou parte do vazamento de petróleo e "pode deslocá-lo para o oeste".

                Neste momento, prossegue o DEP, "não se confirmou nenhum impacto do petróleo nos mais de dois mil quilômetros de costa e 1,3 mil quilômetros de praias com que o estado da Flórida conta".

                No dia 20 de maio a Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) ressaltou que "pequenas porções" da mancha de petróleo que avança pelo Golfo tinham penetrado na corrente principal marinha, que é a que chega até a região de Florida Keys, no extremo sul do estado.

                "As correntes do Golfo são muito dinâmicas e criaram um vórtice que está mantendo o petróleo visível, o da superfície, fora da corrente principal", disse à Agência Efe Diego Lirman, professor de Biologia Marinha da Universidad de Miami (UM).

                O que não se pode prever, acrescentou, é se esse redemoinho vai experimentar uma mudança de direção ou se, simplesmente, se desintegrará.

                  Pesquisadores rastreiam as origens do milho

                  Pesquisadores rastreiam as origens do milho

                  Um dos principais alimentos da humanidade tem sua origem finalmente descoberta

                  The New York Times | 28/05/2010 18:30

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                  Foto: Getty Images

                  Espigas de milho em Cuzco, no Peru: como o vegetal não dá naturalmente em nenhum lugar, acredita-se que ele foi uma das primeiras plantas modificadas pelo homem

                  Agora é estação de plantio em todo o Cinturão de Milho dos Estados Unidos. Com a mistura exata de sol e chuva, as sementes que acabaram de ser plantadas se tornarão plantas altas até julho e caules altíssimos com espigas prontas para a colheita até o final de agosto.

                  Porém, o milho é muito mais do que um ótimo alimento para levar para o piquenique no verão. Civilizações devem muito a essa planta e às pessoas que cultivaram o milho pela primeira vez.

                  Durante grande parte da história dos humanos, nossos ancestrais dependeram inteiramente da caça de animais e da coleta de sementes, frutas, nozes, tubérculos e outras partes de plantas para se alimentar.

                  Foi apenas há 10 mil anos que os humanos, em muitos lugares do mundo, começaram a criar gado e cultivar alimentos através da plantação intencional. Esses avanços forneceram fontes mais confiáveis de alimentos e permitiram assentamentos maiores e mais permanentes. Somente os índios americanos domesticaram nove das mais importantes plantações do mundo, incluindo milho, que hoje fornece cerca de 21% da nutrição humana por todo o mundo.

                  Origens obscuras
                  Mas, apesar de sua abundância e importância, a origem biológica do milho era um mistério antigo. O alimento amarelo e apetitoso que conhecemos tão bem não cresce naturalmente em nenhum lugar do planeta, então sua origem não era óbvia. No entanto, recentemente o trabalho de investigação de botânicos, geneticistas e arqueólogos pôde identificar o ancestral nativo do milho, para indicar onde a planta se originou, e determinar quando os primeiros povos cultivavam e usavam o milho em sua alimentação.

                  A grande surpresa, e fonte de muita controvérsia na arqueologia do milho, foi a identificação de seu ancestral. Muitos botânicos não veem nenhuma ligação entre o milho e outras plantas. Alguns concluíram que a plantação surgiu através da domesticação, por parte dos primeiros agrônomos, de um milho selvagem que hoje está extinto, ou pelo menos ainda não foi descoberto.

                  Foto: The New York Times

                  Teosinto, à esquerda, milho, à direita, e no meio, uma planta híbrida dos dois: cientistas finalmente conseguem traçar a origem do milho

                  Entretanto, alguns cientistas que trabalharam na primeira parte do século 20 descobriram evidências que, segundo eles, ligam o milho ao que, numa primeira vista, parece um parente pouco provável: um pasto mexicano chamado teosinto. Ao ver as espigas magrinhas do teosinto, com apenas alguns grãos embalados dentro de uma casca dura, é difícil enxergar como ele poderia ser antecessor das espigas de milho com seus vários grãos suculentos. De fato, o teosinto foi primeiramente classificado como um parente mais próximo do arroz do que do milho.

                  Mas George W. Beadle, quando era estudante de pós-graduação da Cornell University no começo da década de 1930, descobriu que o milho e o teosinto tinham cromossomos muito similares. Além disso, ele produziu híbridos férteis do milho e do teosinto que pareciam como intermediários entre as duas plantas. Ele até relatou que conseguia fazer estourar os grãos do teosinto, como pipoca. Beadle realizou outras descobertas importantes na genética, pelas quais dividiu o prêmio Nobel em 1958. Mais tarde, ele se tornou reitor e presidente da Universidade de Chicago.

                  Apesar da ilustre reputação de Beadle, sua teoria ainda gerava dúvidas três décadas depois de terem sido propostas. As diferenças entre as duas plantas pareciam, para muitos cientistas, grandes demais para terem evoluído em apenas alguns milhares de anos de domesticação. Então, depois de formalmente aposentado, Beadle voltou ao tema e buscou formas de coletar mais evidências. Como grande geneticista, ele sabia que uma forma de examinar o parentesco de dois indivíduos era cruzá-los e então cruzar seus descendentes para ver a frequência com que apareciam as formas parentais. Ele cruzou o milho com o teosinto, depois cruzou os híbridos, e produziu 50 mil plantas. Beadle obteve plantas que pareciam teosinto e milho a uma frequência que indicava que apenas quatro ou cinco genes controlavam as grandes diferenças entre ambas as plantas.

                  Testes de paternidade
                  Os resultados de Beadle mostraram que o milho e o teosinto eram, sem dúvida, próximos. Mas, para indicar a origem geográfica do milho, mais técnicas forenses eram necessárias. Tratava-se de testes de DNA, a mesma tecnologia usada pelos tribunais para determinar a paternidade de um indivíduo.

                  Para rastrear a paternidade do milho, botânicos liderados pelo meu colega John Doebley, da Universidade do Wisconsin, reuniram mais de 60 amostras de teosinto de todo o seu alcance geográfico no Hemifério Ocidental e compararam seu perfil genético com todas as variedades de milho. Eles descobriram que todos os milhos eram geneticamente mais similares a um tipo de teosinto do vale do rio Balsas, no sul do México, sugerindo que esta região foi o “berço” da evolução do milho. Além disso, ao calcular a distância genética entre o milho moderno e o teosinto de Balsas, eles estimaram que a domesticação do milho ocorreu há 9 mil anos.

                  Essas descobertas genéticas inspiraram escavações arqueológicas recentes da região de Balsas, em busca de evidências do uso do milho e para melhor entender o estilo de vida das pessoas que plantavam e colhiam. Pesquisadores liderados por Anthony Ranere, da Temple University, e Dolores Piperno, do Smithsonian National Museum of Natural History, escavaram cavernas e abrigos de rocha na região, em busca de ferramentas usadas pelos seus moradores, grãos de amido de milho e outras evidências microscópicas do uso do milho.

                  No abrigo Xihuatoxtla, eles descobriram uma série de ferramentas para polir pedras com resíduo de milho. As ferramentas mais antigas foram encontradas em uma camada de depósitos datados de 8.700 anos atrás. Esta é a evidência mais antiga do uso do milho obtida até hoje, e coincide muito bem com a delimitação temporal da domesticação do milho calculada a partir de análises de DNA.

                  O aspecto mais impressionante da história do milho é que ela nos fala da capacidade dos agrônomos há 9 mil anos. Essas pessoas viviam em pequenos grupos e mudavam seus assentamentos a cada estação. Ainda assim, eles eram capazes de transformar um pasto com muitas características inconvenientes e indesejadas em plantações de alimentos de alta produção e fácil colheita. O processo de domesticação deve ter ocorrido em muitos estágios ao longo de um período de tempo considerável, já que muitas características diferentes e independentes da planta foram modificadas.

                  Todo verão eu agradeço a esses geneticistas pioneiros por suas habilidades e paciência.

                  (Por Sean B. Carroll)

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