domingo, 30 de maio de 2010

Fracassa tentativa de conter de vazamento nos EUA

Fracassa tentativa de conter de vazamento nos EUA

British Petroleum anunciou que vai tomar uma nova medida para conter vazamento de petróleo - a de cobrir o poço com uma cúpula

iG São Paulo | 29/05/2010 19:46

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O pior vazamento de petróleo da história dos Estados Unidos chegou ao seu 40º dia neste sábado. E as notícias não são boas. A companhia British Petroleum (BP), responsável pelo vazamento de petróleo no Golfo do México, anunciou que a operação para fechar o poço por meio da injeção de fluidos pesados, como lama, não obteve sucesso, e que passará a tentar um novo método.

Foto: Reuters

Satélite registra mancha de petróleo causada pelo vazamento

Em entrevista coletiva, o diretor de operações da BP, Doug Suttles, disse que a decisão da adoção de uma nova medida - a de cobrir o poço com uma cúpula - foi tomada após consultas com as autoridades federais.

A operação para tentar conter o vazamento começou na quarta-feira e se consistia em colocar materiais sólidos, como tiras de borracha e bolas de golfe, para tentar "entupir" o poço. A lama jogada desde quarta-feira não conteve o vazamento, mas em alguns momentos reduziu o fluxo.

"Eu não acho que o volume de petróleo que está saindo tenha mudado", disse ele em entrevista à imprensa. "Só de observar, não acreditamos que tenha mudado".

O presidente Barack Obama e o diretor-executivo da BP, Tony Hatward, visitaram seperadamante a região costeira do Golfo na sexta-feira, tentando lidar com uma crise que afeta a credibilidade tanto do governo norte-americano quanto da BP.

Obama enfrenta críticas às quais responde vagarosamente em relação à catástrofe ambiental no Golfo do México e garantiu aos moradores da região durante sua visita de cinco horas que eles "não vão ser deixados para trás".

Hayward visitou o local da explosão em 20 de abril que matou 11 trabalhadores e provocou o vazamento de petróleo, e disse que a gigante de energia precisa de até mais dois dias para determinar se a operação vai conter o fluxo de uma vez por todas.

* com informações da EFE e da Reuters

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