sábado, 15 de maio de 2010

Mancha de óleo da costa dos EUA fragmenta-se, diz Guarda Costeira

A enorme maré negra no Golfo do México está mudando sua forma e se fragmentando em manchas menores, afirmou nesta sexta-feira (14) um oficial da Guarda Costeira dos Estados Unidos.

Mais de três semanas depois que uma explosão afundou uma plataforma de petróleo da britânica BP no Golfo do México, a maré negra continua sem chegar significativamente às ameaçadas costas dos estados da Louisiana, Mississipi e Alabama, apesar do petróleo continuar vazando no mar.

"Temos informes da existência de pelotas de betume que podem ser tiradas manualmente, mas, nesse momento, a maior parte do petróleo está longe da costa", afirmou o almirante Thad Allen, da Guarda Costeira.

oleoMancha de piche nesta sexta-feira (14) em Fourchon Beach, no estado americano da Louisiana.  (Foto: AP)

"Acho que a maré está mudando de forma. Não creio que continuaremos tendo por muito tempo uma grande maré", declarou durante uma coletiva de imprensa em Dauphin Island, Alabama.

Ele explicou que, quando o petróleo sobe à superfície, ele se separa em várias manchas.

"Isso é bom e ruim ao mesmo tempo. Como se dispersa amplamente, é difícil de manejar, mas, ao mesmo tempo, o vazamento chega à costa em pequenas quantidades", acrescentou.

A Guarda Costeira trabalhajunto com equipes da BP e outras companhias petroleiras para controlar a maré e proteger as linhas costeiras particularmente frágeis de pântanos da Lousiana, habitat de espécies ameaçadas de extinção.

Especialistas assinalam que o vazamento pode ser dez vezes mais intenso que as estimativas oficiais de 800.000 litros diários.

A plataforma Deepwater Horizon, dirigida pela petroleira British Petroleum, mas de propriedade da Transocean, sofreu em 20 de abril uma explosão que provocou seu posterior afundamento e a morte de 11 trabalhadores.

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