quinta-feira, 13 de maio de 2010

Asas em fóssil não comprovam habilidade de voo

Descobertas recentes de penas em animais voadores extintos, como o Archaeopteryx, têm chacoalhado o círculo arqueológico mundial. Novo estudo publicado na revista "Science", porém, sugere que essas penas podem ter sido frágeis demais para permitir seu uso em voos que necessitem bater de asas: as penas seriam úteis apenas para que as aves planassem.

Segundo os pesquisadores Robert Nudds (Universidade de Manchester, na Inglaterra) e Gareth Dyke (University College Dublin, na Irlanda), a haste central das penas de Archaeopteryx e Confuciusornis eram muito mais finas que as penas de pássaros atuais de tamanho semelhante, o que dificultaria o voo.

H. Raab/Creative Commons
Fóssil da ave extinta Archaeopteryx com detalhes das asas.
Fóssil da ave extinta Archaeopteryx com detalhes das asas.

Os dados atuais, no entanto, não permitem determinar se as penas dessas aves eram ocas ou sólidas. Se ocas, elas se dobrariam como um canudo quando os pássaros tentassem voar; se sólidas, elas simplesmente se soltariam.

Os cientistas acreditam que esse animais vivessem em árvores e se lançassem com seus planadores para pousar em outras árvores.

O Archaeopteryx habitou a Terra há cerca de 145 mihões de anos; o Confuciusornis veio depois, há cerca de 120 milhões de anos.

Os resultados do estudo indicam que a presença de asas e penas em fósseis não necessariamente comprovam sua habilidade de voo. A capacidade de voar pode ter se originado muito depois do que se imagina atualmente.

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